Rússia detecta glifosato na Soja

Rússia detecta glifosato  na Soja acima do tolerado e pede explicação ao Brasil

Segundo o secretário de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, governo tem até duas semanas para prestar esclarecimentos

 

Rússia detecta glifosato na Soja

 

Autoridades do Ministério da Agricultura foram notificadas pela Rússia sobre a presença de glifosato acima do permitido pelo país na soja importada pelos russos. O produto é um dos herbicidas mais usados na agricultura brasileira para acabar com as ervas daninhas que atacam as lavouras.

Na manhã do dia 1º de Abril, o secretário de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, afirmou que aconteceria uma teleconferência entre representantes do Ministério da Agricultura do Brasil e os russos para esclarecer o laudo.

Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a Rússia ocupa a 5ª posição no ranking de importadores do produto brasileiro, junto com a Tailândia, com representação de 1,4% nos embarques de soja.

 

 

De janeiro a dezembro de 2018, essas compras chegaram a 1,1 milhão de toneladas, equivalente a U$S 34,58 milhões. Em janeiro de 2019, o volume de soja enviada para o país chegou a 64 mil toneladas, de acordo com a (Anec).

 

 

Segundo Leal, a negociação com o país russo segue pacífica. “Apesar de notificar uma possível suspensão da soja como uma das medidas de correção para o problema, nada foi acertado até o momento.

O que nos foi solicitado de imediato foi uma investigação para saber o que aconteceu e temos o prazo de até duas semanas para concluir isso”, afirmou.

 

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Ainda de acordo com o secretário de defesa, o nível de herbicida aceito pela Rússia é menor em comparação com outros países, o que leva o Ministério da Agricultura a acreditar que esse é o  principal motivo da acusação contra o Brasil de ultrapassar os limites do glifosato na soja brasileira exportada.

 

“O Brasil segue o parâmetro intencional de exigências para os agrotóxicos, e não temos nenhuma violação em casos de glifosato em soja.

 

Como importadores, temos que seguir as exigências que são estabelecidas pelos países que compram a oleaginosa”, disse.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informou não ter sido notificada até o momento sobre qualquer restrição de autoridades russas sobre cargas originadas no país.

 

“O Brasil exporta produtos de altíssima qualidade do complexo de soja para 170 países. É parceiro em negócios com a Rússia há muitos anos.

 

Caso haja essa notificação, a cadeia produtiva nacional está aberta a tratar de todos os temas relacionados a boas práticas no comércio internacional da soja em grão e seus derivados”, disse a entidade em comunicado.

 

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